O TEA tem cura?
Não. O TEA é uma condição permanente, ou seja, a pessoa nasce com o transtorno e permanece com ele ao longo de toda a sua vida. Mas é claro que, com o auxílio de uma rede de apoio (terapias, família, amigos, educação, etc.), é possível reduzir os sintomas do transtorno, promovendo maiores possibilidades de desenvolvimento e qualidade de vida dos sujeitos.
O TEA é uma doença contagiosa?
Não. O TEA não é considerado uma doença e sim um transtorno do neurodesenvolvimento, não sendo transmitido de uma pessoa para outra! Sua origem ainda é desconhecida, porém há diversas pesquisas sendo realizadas pelo mundo afora e acredita-se em múltiplas causas: genéticas, biológicas e ambientais.
Toda pessoa com TEA tem deficiência intelectual?
Não. Pelo fato de o TEA se configurar como um “espectro”, com diferentes níveis de comprometimento, há pessoas que podem apresentar prejuízos cognitivos, bem como outras condições singulares. A literatura científica aponta que um terço das pessoas com TEA pode apresentar algum nível de deficiência intelectual.
Todas as pessoas com TEA são iguais?
Não. Como todo ser humano, cada pessoa com TEA é singular, diferente e única! Não há duas pessoas com TEA iguais. Cada pessoa com TEA tem seu jeito de ser e estar no mundo, construindo diferentes histórias de vida. Importante: como qualquer outra pessoa, esses sujeitos apreciam ser valorizados pela sua individualidade.
Todas as pessoas com TEA possuem mentes brilhantes, são “gênios”?
Não. As pessoas com TEA, assim como todas as outras, possuem habilidades e dificuldades, portanto, podem ter desempenho acima, abaixo ou na média. Contudo, algumas pessoas com TEA de nível leve ou de alto funcionamento possuem habilidades intelectuais que chamam a atenção, especialmente nas áreas de conhecimento pelas quais esses sujeitos têm interesse.
As pessoas com TEA não possuem sentimentos?
Não. As pessoas com TEA podem ter dificuldade em identificar e expressar suas emoções e sentimentos, mas isso não quer dizer que não os sentem e que não são afetados por eles. Gostam de se sentir amadas, respeitadas, aceitas e expressam seus afetos de diferentes formas (nem sempre tão convencionais). Além disso, chacotas e piadas sobre pessoas com TEA, bem como o uso de palavras de mau gosto para se referir a elas (como insensíveis, esquisitas ou frias), podem machucá-las, ferindo seus sentimentos, e levá-las a se afastarem do convívio social.
As pessoas com TEA não querem ter amigos? São antissociais?
Não. As pessoas com TEA demonstram mais dificuldade no trato social, ou seja, no estabelecimento de interações sociais, uma vez que interpretar sinais não verbais transmitidos pelo outro, ou compreender a linguagem corporal são tarefas bastante complexas para elas. Isso não significa que não tentem ter vínculos com outras pessoas ou não estejam interessadas nisso. Todavia, é mais comum, entre as pessoas com TEA, a preferência por realizar atividades sozinhas e tal comportamento deve ser respeitado.
As pessoas com TEA não têm capacidade de aprender?
Não. As pessoas com TEA possuem seu próprio tempo, ritmo e forma de aprender, desenvolvendo suas potencialidades. Todavia, podem apresentar, ao longo da vida, necessidades educacionais específicas que devem ser atendidas durante o processo de ensino, de maneira a garantir condições para uma aprendizagem mais efetiva e um melhor desenvolvimento.
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